terça-feira, 31 de março de 2009

Lula cobra ousadia do BC para salvar 2009

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Para garantir o que é classificado no Palácio do Planalto de crescimento econômico em 2009 "baixo, mas pelo menos positivo", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus assessores mais próximos esperam que o Banco Central deixe de lado completamente qualquer sinal de conservadorismo e seja ousado nesse ano. Em outras palavras, reduza os juros para menos de 9% até o final do ano. Na avaliação do Palácio do Planalto, o BC tem uma margem "monstruosa" para reduzir os juros e não pode perder essa "oportunidade histórica". Ainda mais agora que o próprio BC reduziu para 1,2% sua previsão de crescimento para a economia brasileira nesse ano. Um assessor presidencial diz, com todas as letras, que a equipe de Henrique Meirelles, comandante do Banco Central, tem condições de reduzir os juros "para menos de 9% neste ano", contribuindo assim para evitar aquilo que todos no Planalto nem querem imaginar nesse ano: uma contração na economia brasileira. Reduzir os juros para menos de 9%, na avaliação de assessores presidenciais, seria a forma de garantir um crescimento positivo, entre 1% e 1,5%. Sim, essa é a previsão que o Ministério da Fazenda já trabalha, apesar de oficialmente ainda falar em 2%. Atingir uma taxa menor do que 9%, porém, dependeria, na análise de auxiliares do ministro Guido Mantega (Fazenda), de fatores como o valor da taxa de câmbio e o preço das commodities, principalmente do petróleo. Segundo um assessor de Mantega, uma estabilidade no mercado de petróleo poderia levar a uma redução no preço da gasolina, diminuindo mais a inflação e abrindo mais espaço na política monetária. Essa medida, porém, ainda não está em estudo dentro do governo, já que antes é preciso saber como se comportará o preço do óleo nesse ano. Leia mais (31/03/2009 - 00h02)
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