sábado, 30 de junho de 2012

O que a medicina soviética nos ensina

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1344


cristi.jpgSe quisessem receber um mínimo de atenção de médicos e enfermeiros, os pacientes tinham de pagar propinas.  Eu mesmo testemunhei o caso de um paciente "não pagante" que morreu tentando chegar ao banheiro no final de um longo corredor, após uma cirurgia cerebral.  Anestesia geralmente "não estava disponível" em casos de abortos ou de pequenas cirurgias de ouvido, nariz, garganta ou pele.  O medicamento era utilizado como um poderoso meio de extorsão por burocratas (que também eram médicos) inescrupulosos.

Para melhorar as estatísticas relativas ao número de óbitos dentro do sistema, pacientes eram rotineiramente empurrados porta afora antes de darem o último suspiro, o que fazia com que seus cadáveres não entrassem nas estatísticas oficiais de mortos em decorrência da baixa qualidade dos serviços médicos.

Tendo sido eu um representante (deputado) na região de Moscou entre 1987 e 1989, recebi muitas reclamações sobre negligências criminosas, subornos recebidos por apparatchiks encarregados da saúde, equipes de ambulância completamente embriagadas, e intoxicações alimentares em hospitais e creches. Lembro-me do caso de uma menina de 14 anos do meu distrito que morreu em decorrência de uma nefrite aguda em um hospital de Moscou.  Ela morreu porque um médico decidiu que era melhor economizar "preciosos" filmes de raios X (que eram importados pelos soviéticos para serem usados como moeda forte) do que rever seu diagnóstico inicial.  Caso o raio X fosse feito, ele teria desmentido o diagnóstico inicial de dor neuropática.

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