terça-feira, 19 de junho de 2012

Erundina recua do recuo e desiste de desistir de ser vice de Haddad

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Afinal, o que é uma coligaçãozinha com Maluf para quem já foi vice de Quércia?

Depois de afirmar ontem (18) que iria “rever a decisão” de se candidatar a vice de Fernando Haddad (PT), a deputada federal do PSB afirmou em nova entrevista nesta terça (19) que não abandonará a chapa. Notícia da Folha.com:

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Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Erundina disse que a aliança é constrangedora, mas continua na chapa. “Não sou de recuar. Vou manter a decisão, porque é uma decisão partidária. Vou me empenhar e fazer o melhor que puder para dar minha contribuição, mas vou procurar demarcar campos. De um lado está o seu Maluf; de outro lado estaremos nós e os setores da sociedade que não concordam, ao meu ver, com essa aliança.”

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A aliança com o PP foi fechada ontem na casa de Maluf, no Jardim Europa, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do PT, Rui Falcão, além de malufistas históricos, como o vereador Wadih Mutran (PP).

O desconforto de Erundina foi evidenciado após ela conceder entrevistas aos sites da revista “Veja” e do jornal “O Globo” afirmando que pretendia rever sua permanência na chapa de Haddad. O petista, no entanto, afirmou que conversaria com ela para “confortá-la” e mantê-la como sua vice.

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Erundina já sabia da grande possibilidade da coligação com Maluf quando aceitou ser vice de Haddad, tanto que teve de responder sobre isso no evento de anúncio da candidatura. Além disso, a má fama do próprio postulante não havia impedido a ex-prefeita de se candidatar a vice de Orestes Quércia, com direito a elogio e tudo, na corrida pela prefeitura de São Paulo em 2004.

Quem acompanha os bastidores da política sabe que a razão do “desconforto de Erundina” não foi tanto o apoio de Maluf, e sim a postura da outra ponta da bela aliança celebrada ontem no Jardim Europa. E também sabe que a ala “pragmática” do PT, descontente com o discurso dela exaltando o socialismo no anúncio da chapa, suspirava aliviada com a possibilidade dela realmente desistir.

Talvez o anúncio de “rever a decisão” e subsequente recuo de Erundina tenham servido para aumentar seu cacife junto a Lula e ao PT. A Maluf, além do cargo para o aliado no Ministério das Cidades, foi prometida a área de Habitação de uma eventual administração Haddad. Erundina certamente merecerá uma por seu esforço na campanha. Que tal recriar a Secretaria de “Negócios Extraordinários” para ela, como havia em sua gestão (1989-1993) e era comandada justamente pelo vice-prefeito Luiz Eduardo Greenhalgh até o caso Lubeca?

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