quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um bonde chamado homicídio doloso

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O que se vê abaixo é um troço assustador. Dias antes do acidente com o bonde de Santa Tereza, ocorrido no sábado passado — cinco pessoas morreram e 57 ficaram feridas, 10 em estado grave —, aconteceu isto que se vê abaixo. Por causa de um defeito nos trilhos numa determinada passagem, o bonde passa a trafegar na contramão. Vejam a alegria que une os convivas.  Tudo parece uma grande galhofa, algo próprio daquele espírito que se atribui aos cariocas — sempre relax… O folclore sobre os paulistanos é outro, sempre tensos. São duas falsidades, claro, mas que podem custar caro às vezes… De todo modo, a gente ouve uma diversidade de sotaques  ali, todos irmanados pelo alegre risco de morrer.

O maquinista do bonde que tombou no sábado está sendo apontado por fontes do governo do estado como o responsável pelo acidente. Culpem os mortos! Culpem o povo!  Sempre é mais fácil. Não faz tempo, um helicóptero despencou sobre a cabeça de Sérgio Cabral, com sete vítimas fatais. Agora tombou o bonde. São emblemas de um modo de fazer política e de governar. Não obstante, há uma Copa do Mundo pela frente, e Cabral será um dos beneficiários da publicidade oficial.

Esse troço miserável que se vê abaixo deveria ser suficiente para se acusar o  governo do Estado de homicídio doloso. Quem oferece esse tipo de serviço público à população assume o risco de matar. E matou.

O verdadeiro governo Cabral começa a vir à luz. E a notícia triste é que se revela na forma de cadáveres.

Demora um pouco. Mas assistam ao vídeo até o fim. Prestem atenção aos detalhes sobre a segurança.


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