terça-feira, 30 de agosto de 2011

Teoria e história - evidências empíricas dos ciclos econômicos

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1090


bailoutimplode.jpgCom o início da Revolução Industrial, os ciclos econômicos começaram a se reproduzir com uma grande regularidade, adquirindo os traços típicos expostos pela teoria. No entanto, enquanto Marx culpava a economia de mercado capitalista por esses ciclos, Hume e Ricardo viram o desenvolvimento de outra instituição junto com o sistema industrial e que era a legítima responsável pelos ciclos econômicos: o sistema bancário comercial com reserva fracionária.

A seguir, será exposta uma síntese dos principais ciclos econômicos pós-revolução industrial até a atualidade, assim como suas características:

a) O pânico de 1819 -- Afetou essencialmente os EUA.  O pânico foi precedido por uma expansão da oferta monetária e do crédito sem respaldo de poupança real.  Neste processo, o recém criado Banco dos Estados Unidos teve atuação protagonista. A expansão foi bruscamente interrompida em 1819, quando o banco deixou de expandir o crédito e reclamou o pagamento das notas emitidas por outros bancos e que estavam em seu poder;

b) A crise de 1836 -- Ocorreu em consequência da crise essencialmente inglesa de 1825. Novamente, os bancos iniciam uma expansão creditícia, gerando um boom em que se multiplicam as sociedades por ações.  Os créditos financiam vários setores e aquecem demasiadamente a economia, refletindo uma subida vertiginosa nos preços. A crise começa quando os bancos decidem deixar de aumentar os créditos por estarem cada vez mais perdendo suas reservas em ouro, as quais fluíam principalmente para os EUA.  A partir de 1836, os bancos quebram ou suspendem pagamentos, iniciando uma profunda depressão até 1840;

c) A crise de 1847 -- Em 1840, reinicia-se a expansão creditícia artificial no Reino Unido, estendendo-se pela França e pelos EUA.  A bolsa de valores inicia um enorme movimento especulativo puxada pelas empresas de trem, até seu fim em 1846, com a crise na Grã Bretanha. Vale ressaltar que, em 1844, a Inglaterra havia adotado a proibição da emissão de notas bancárias que não tivessem o respaldo de 100% em ouro (Peel's Bank Act). No entanto, tal medida não se estabeleceu em relação aos depósitos e créditos, cujo volume se multiplicou por cinco em 2 anos. A depressão se estendeu à França, especialmente às empresas de bens de capital, agravando o desemprego. É nesse contexto histórico que se insere a revolução de caráter tipicamente socialista que se produziu nesse país em 1848;

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