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Presidente do Parlamento do Mercosul, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) defendeu hoje (15) que o Brasil aplique sanções comerciais ao Estado de Israel como resposta aos ataques militares contra civis palestinos na Faixa de Gaza. O petista diz que, como Israel insiste em desrespeitar resoluções da ONU em favor do cessar-fogo, outros países também deveriam impor as restrições.
"Para forçar um cessar-fogo efetivo, e inclusive evitar novos ataques no futuro, Israel deveria ser alvo de sanções econômicas imediatas pelos demais países e pelos blocos da comunidade internacional. O que vemos até agora são as resoluções da ONU sendo ignoradas, enquanto o massacre continua", alega o parlamentar paranaense.
O deputado diz que atuará contra a aprovação do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e Israel, que foi assinado em dezembro de 2007 e tramita no Congresso Nacional. "O texto atual da Constituição brasileira não permite que o Legislativo venha a vetar um acordo, mas podemos deixá-lo simplesmente na gaveta ou, no caso específico deste com Israel, podemos inserir limitadores."
Na defesa de seu posicionamento, Dr. Rosinha menciona o artigo da escritora e jornalista Naomi Klein publicado no jornal britânico The Guardian. Naomi compara a ocupação israelense em Gaza – território habitado por palestinos há cerca de 40 anos – à extinta política de segregação racial da África do Sul, conhecida como apartheid. O texto suscita a hipótese de que haja contra Israel uma reação da comunidade internacional semelhante à que impôs bloqueios comerciais ao país africano – o que provocou, duas décadas atrás, a evasão de empresas em razão das sanções.
Dr. Rosinha lembra ainda que, desde 27 de dezembro, depois de três semanas de ataques, as tropas israelenses já mataram mais de mil palestinos, e feriram outros quatro mil – dos quais 40% seriam civis, de acordo com “fontes médicas da Faixa de Gaza”. (Fábio Góis)
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