domingo, 3 de março de 2013

Manipular juros não gera crescimento econômico

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1538


ministro-guido-mantega-20120522-03-size-598.jpgA redução da taxa básica de juros durante uma recessão tende a ter seu efeito expansionista frustrado pela incerteza econômica.  A incerteza desencoraja novos endividamentos.  O temor quanto à duração da recessão pode até mesmo induzir os devedores a reduzir suas dívidas, o que reduzirá o volume de gastos na economia, levando a menores receita para as empresas, dificultando ainda mais sua situação. 

Adicionalmente, em um ambiente de adversidade e incerteza, os credores tendem a elevar os juros cobrados com o intuito de compensar o maior risco agora vigente neste cenário.  Enquanto o Banco Central se esforça para reduzir a taxa básica de juros, o mercado pode se opor adotando medidas contrárias, mitigando seus efeitos.

No que mais, uma redução da taxa básica de juros afeta muito pouco os juros cobrados pelos bancos para a concessão de empréstimos.  A taxa básica de juros controlada pelo Banco Central é uma taxa de curto prazo e os empréstimos bancários tendem a ser de longo prazo.  As expectativas do mercado quanto à inflação futura -- as quais podem aumentar em decorrência da postura mais agressiva do Banco Central -- constituem um importante componente da formação dos juros cobrados pelos bancos em seus empréstimos.  Em épocas inflacionárias, essas expectativas tendem a frustrar as políticas do Banco Central. Portanto, por mais que o Banco Central tente reativar a economia reduzindo a taxa básica de juros, o mercado pode reagir de maneira oposta, contrariando a intenção dos burocratas.

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