quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Pela total separação entre moeda e estado

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1423


download.jpgNão há absolutamente nada em relação ao dinheiro que possa nos fazer crer que sua produção deva ser efetuada pelo governo e somente por ele.  O dinheiro constitui a metade de toda e qualquer transação de mercado.  As pessoas que dizem acreditar na economia de mercado, mas que ainda assim estão dispostas a conceder ao estado a custódia deste bem crucial, deveriam repensar esta postura inexplicável e incoerente.

Intervencionistas frequentemente alegam que, se um determinado bem é muito importante, então sua produção não pode ser deixada a cargo das forças do livre mercado.  A réplica dos defensores do livre mercado vira esse argumento do avesso: quanto mais importante um bem, mais essencial é que o governo fique o mais distante possível dele, deixando sua produção inteiramente a serviço da livre concorrência.

Em nenhuma outra área esta afirmação é tão crucial e verdadeira quanto na questão do dinheiro.  Como Ludwig von Mises certa vez disse, a história do dinheiro é a história dos esforços governamentais para desvalorizar o dinheiro.  O controle estatal sobre a moeda logrou apenas inflação monetária, empobrecimento da sociedade em relação ao estado, ciclos econômicos devastadores, bolhas financeiras, consumo de capital (dado que a inflação falsifica a contabilidade de lucros e prejuízos), risco moral e, acima de tudo, a expropriação da população de maneiras que ela é incapaz de entender.  É esta expropriação silenciosa via inflação monetária que possibilita o contínuo agigantamento dos estados e de sua tirania ao redor do mundo, e são todas estas agressões combinadas que constituem um convincente sumário popular contra o atual sistema monetário e a favor de um substituto monetário gerido pelas forças da livre concorrência.

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