terça-feira, 29 de novembro de 2011

Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=714


Image Exploitation.jpgA afirmação de que os trabalhadores recebem apenas uma fração daquilo que produzem significa essencialmente que os lucros são deduções dos salários. Nesse artigo vou apresentar a dedução e argumentar que, de acordo com a própria natureza das coisas, os trabalhadores não podem legitimamente requerer qualquer posse sobre os produtos de seu trabalho.  Muito pelo contrário: os empreendedores e capitalistas é que podem.  Ademais, são os salários é que são deduzidos dos lucros, e não os lucros que são deduzidos dos salários.

A proposição de que os salários são deduções dos lucros irá, muito certamente, parecer simplesmente inacreditável, quando não manifestamente errônea.  Pois, afinal, quem trabalha nas indústrias e está envolvido na imediata criação de bens e serviços?  Entretanto, o fato de que os trabalhadores estão envolvidos no processo de produção física não possui, virtualmente, nenhuma relevância quando o que se quer é aprofundar essa questão e tentar entender as interdependências econômicas que existem em um sistema econômico baseado na divisão do trabalho (capitalismo).

Se o capitalista decidir investir uma parte de sua receita, digamos, empregando um trabalhador e pagando a ele uma quantia definida de dinheiro -- em termos mensais, por exemplo --, então ele estará agora tendo custos empresariais.  Seu investimento na forma de salários mensalmente pagos diminui regularmente a fração da receita que antes era considerada lucro -- ou seja, o salário pago diminui a diferença entre a receita da venda de produtos e os custos.

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