quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Monotrilho da zona leste deve ter barreira acústica no entorno" - O Estado de S.Paulo | Rede Nossa São Paulo

Comissão municipal faz uma série de exigências, incluindo áreas verdes
e ciclovias, para amenizar impacto visual da obra

Felipe Frazão - O Estado de S.Paulo

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) aceitou instalar
barreiras acústicas e visuais e criar áreas verdes e espaços acessíveis
e de lazer no trajeto do monotrilho elevado da Linha 2-Verde, na zona
leste de São Paulo. As exigências são da Comissão de Proteção à
Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura e visam a reduzir o impacto visual
da obra, que liga o Oratório à Cidade Tiradentes.

O Metrô ainda terá de enterrar toda a fiação elétrica suspensa e
remover postes paralelos ou transversais às vigas e aos pilares de
concreto do monotrilho. A linha completa vai da Vila Prudente até o
Hospital de Cidade Tiradentes e terá 27 estações em um trecho de 24,6
quilômetros de extensão. O Metrô estima que 550 mil pessoas usarão o
sistema. A previsão de conclusão é 2016.

Esse monotrilho passará pelo canteiro central das Avenidas Luís Inácio
de Anhaia Mello, Sapopemba, Ragueb Chohfi, Sousa Ramos e dos
Metalúrgicos, além da Estrada do Iguatemi e da Rua Márcio Beck Machado.
A duplicação das pistas simples da Ragueb Chohfi até a Avenida dos
Metalúrgicos foi posta como primeira condição para que o trecho entre
em funcionamento. Essa parte da obra, porém, caberá à Prefeitura, que
contribuirá com R$ 1 bilhão, conforme convênio firmado com o Estado.

A segunda condição para o trecho funcionar é promover o plantio de
árvores em estágio avançado de crescimento para formar um "corredor
verde" no canteiro central sob o monotrilho. As exigências da CPPU
ainda podem ser incorporadas às do Conselho Municipal do Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável (Cades) para que a obra receba a Licença
Ambiental Prévia. O documento atesta a viabilidade dentro da legislação
de uso do solo e ambiente.

A CPPU ainda quer que os terrenos necessários ao monotrilho sejam
totalmente desapropriados. Nos lotes que não forem completamente
ocupados, o Metrô terá de criar áreas verdes e de lazer com calçadas de
tamanho adequado ao uso por deficientes físicos e pedestres. A
companhia ainda deverá promover o uso de bicicleta, criando
bicicletários e ciclovias.

Custo. Os aparelhos de movimentação de vias (que fazem o cruzamento dos
trilhos para mudança de direção) instalados terão de ser discretos e
aprovados pela CPPU. O Metrô adiantou que vai cumprir as imposições da
comissão e a companhia já desenvolve soluções técnicas específicas a
serem adotadas na fase de obras. Mas o custo da obra permanecerá em R$
4,6 bilhões, conforme a assessoria do Metrô. --
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/16616


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