segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Condenar o lucro é defender o retrocesso da humanidade

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1383


090904_retrocesso.jpgAs políticas de todos os governos da atualidade que não adotaram o socialismo completo recorrem a três esquemas conjuntos.  Os governos confiscam, por meio de várias medidas de controle de preços e de regulamentações, uma fatia dos lucros potenciais, supostamente para beneficiar os consumidores.  Eles defendem os esforços dos sindicatos em arrancar, sob o princípio da "capacidade de pagamento" e da "determinação dos salários", uma fatia cada vez maior dos lucros dos empreendedores.  E por último mas não menos importante, eles estão decididos a confiscar, por meio de um imposto de renda progressivo, de impostos sobre a receita total e de "contribuições" sobre o lucro, uma fatia cada vez maior dos lucros para destiná-los ao financiamento da burocracia estatal.  É facilmente comprovável que, caso estas políticas continuem se intensificando, elas lograrão, em última instância, abolir completamente os lucros empreendedoriais.  Ou elas são interrompidas e arrefecidas, ou não mais haverá uma economia capitalista no futuro.

O capitalismo não pode sobreviver à abolição dos lucros.  É o sistema de lucros e prejuízos o que força os capitalistas a empregarem seu capital da melhor maneira possível com intuito de satisfazer os consumidores.  São os lucros obtidos por meio da decisão voluntária de consumidores em adquirir determinados bens e serviços o que possibilita a continuidade da oferta destes bens e serviços aos consumidores.  É o sistema de lucros e prejuízos o que gera excelência na conduta daqueles empreendimentos que estão mais bem capacitados para satisfazer o público.  Se os lucros forem abolidos, o resultado será o caos.

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