segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=265


405359_427218053997874_66229731_n.jpgEscândalos como o da Construtora Delta, da Camargo Corrêa e da Gautama, além de obras públicas malfeitas -- como as do metrô de São Paulo, que desabaram no início de 2007 --, são meros sintomas de um arranjo político-econômico que premia aquelas empresas que têm fortes conexões com o estado.

Tal arranjo político-econômico, conhecido tecnicamente como parcerias público-privadas, nada mais é do que um arranjo corporativista no qual estado e grandes empresas se aliam para, sob o manto de estarem fazendo obras, extorquir os cidadãos e dividir entre si o butim, dando em troca algo que lembra um pouco, com muita boa vontade, um serviço de infraestrutura.

Este arranjo é excelente para ambos os lados: os políticos ganham o crédito pela obra, recebem "agrados" das empresas que ganharam a licitação e, como consequência, garantem uma reeleição; e as empreiteiras contratadas ganham obras que serão pagas com o dinheiro do contribuinte -- logo, sem qualquer zelo e critério, pois ninguém gasta o dinheiro dos outros com parcimônia --, o que faz com que os lucros sejam garantidos, a necessidade de qualidade, nula, e as chances de superfaturamento, uma certeza.  Na outra ponta do arranjo está o cidadão desamparado, obrigado a sustentar a farra e sem qualquer voz ativa neste arranjo que está sendo financiado com o seu suado dinheiro.

Por não estarem sujeitas a um ambiente concorrencial, empresas e empresários não precisam se preocupar em mostrar resultados.  Vale mais fazer lobby e subornar políticos para ganhar licitações do que prestar um bom serviço no mercado.  E é justamente por não estarem sujeitas à disciplina do livre mercado que os problemas surgem -- e são muito sérios.

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