segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Por que a concorrência é louvada nos esportes e condenada no mercado?

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1381


Corbis-42-15973484.jpgEm uma sociedade genuinamente capitalista, a concorrência pode vir de absolutamente qualquer lugar.  Ninguém se importa com a pobreza na qual um determinado empreendedor cresceu, qual escola ele frequentou, ou até mesmo se ele chegou a frequentar alguma escola.  É o seu desempenho no mercado o que conta.  Ninguém compra um produto só por causa da árvore genealógica do vendedor.  É o mercado -- isto é, a livre escolha de consumo das pessoas --, e não o governo, quem decide quem será rico e quem será pobre, baseando-se exclusivamente na capacidade e na qualidade dos bens e serviços ofertados.  Como e onde estes eleitos foram criados é algo que não importa.

Da mesma maneira, os juízes olímpicos não se comovem -- e nem poder se comover -- com o histórico dos atletas.  Pouco importa se eles cresceram em famílias pobres, se passaram por grandes dificuldades, se os pais são separados ou se algum deles está financeiramente quebrado.  Na competição esportiva, somente a habilidade, a concentração, a disciplina e o desempenho contam.  Isso é exatamente o oposto de como funcionam o governo, suas leis e suas regulamentações.  Em um mercado regulado pelo estado, só vence quem tem bons contatos na burocracia, quem conhece pessoas poderosas e quem tem influência política suficiente para fazer o governo erigir barreiras à entrada de novos concorrentes.  Sem um sistema de livre concorrência determinando quem é mais produtivo e quem se sobressai, os preços dos bens e serviços se tornam altos e sua qualidade, precária. Os derrotados são os consumidores.

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