quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Em defesa do idealismo radical

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1718


brueghel-pdae-tower-of-babel-2400436.jpgO libertário nunca deve defender ou preferir uma abordagem gradual, em vez de uma abordagem rápida e imediata, para o seu objetivo; pois, ao fazê-lo, ele solapa a importância fundamental de seus próprios objetivos e princípios.  E se ele próprio atribui um valor tão baixo às suas próprias metas, que valor darão os outros a elas?

Ou seja: para perseguir de fato a meta da liberdade, o libertário deve desejar que ela seja atingida através dos meios mais eficazes e rápidos disponíveis.

Embora muitas vezes os libertários tenham sido oportunistas que perderam de vista ou minimizaram seu objetivo final, alguns cometeram o erro inverso: passaram a temer e condenar qualquer tipo de avanço rumo àquele objetivo como se fosse necessariamente uma traição dele.  A tragédia é que estes sectários, ao condenarem todo tipo de avanço que não atinja efetivamente o objetivo, servem para transformar em algo vão e fútil o próprio objetivo tão sonhado; ao passo que muitos de nós ficaríamos genuinamente felizes se atingíssemos a liberdade total de uma só vez, os prospectos realistas de que isso venha a acontecer são limitados. Embora a mudança social nem sempre seja minúscula e gradual, ela tampouco ocorre num passo único.  Portanto, ao rejeitarem quaisquer aproximações transitórias e graduais rumo ao objetivo, estes libertários sectários tornam impossível que ele seja alcançado algum dia.  Desta forma, os sectários podem acabar se tornando tão "aniquiladores" desse objetivo puro quanto os próprios oportunistas.

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