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A segurança no trabalho nunca é uma questão de preto no branco. É impossível aplicar fórmulas simplificadas para esta área. É impossível determinar a partir de qual momento há uma divisão clara entre, de um lado, a total segurança de um trabalhador e, de outro, sua completa insegurança. Afinal, por mais perfeita que seja a situação, sempre haverá algo a mais que, em teoria, pode ser feito para aprimorar a segurança no trabalho. Sempre será possível, ao menos em teoria, efetuar qualquer atividade com mais segurança em relação à maneira com que tal atividade é atualmente realizada. E isso raramente, para não dizer nunca, é mencionado. A esperança é que, à medida que o tempo passe, a acumulação de capital se intensifique e o progresso econômico se acentue, todas as atividades serão realizadas com mais segurança do que são hoje, assim como praticamente tudo hoje é realizado de maneira muito mais segura -- desde construções civis a viagens aéreas -- do que era no passado, quando prevalecia uma menor intensidade de desenvolvimento econômico. Porém, dada a própria natureza incontornável da mortalidade humana, será sempre impossível fazer com que os perigos sejam completamente abolidos, e a segurança total seja absolutamente garantida.
Por exemplo, hoje, há um crescente uso de melhores e mais eficientes sistemas de frenagens nos automóveis e em outros veículos motorizados. No futuro, esperemos, caso o mercado seja mantido livre e os governos não imponham novas regulamentações e tributações, será possível haver, a custo reduzido, sistemas de frenagens automáticos controlados por radares geridos por computadores. Porém, vale ressaltar que, mesmo com tais sistemas de freios, ainda assim haverá riscos de colisões, pelo simples motivos de que ainda será possível ocorrer uma falha nos computadores.
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