sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O sofrimento gerado pela imposição de um salário mínimo

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1527


3632426859_70b61ae665_b2.jpgA questão do salário mínimo é uma que me abala de maneira muito peculiar, e não é por causa de algum livro de economia que já li.  Trata-se de um assunto cujas consequências vivenciei de maneira muito intensa. O primeiro emprego real que tive foi em uma loja de departamentos.  Eu fazia os serviços de manutenção.  Eu tinha 15 anos (sim, eu menti a minha idade para conseguir o emprego; naquela época, você podia fazer isso; o governo ainda não nos amava tanto a ponto de nos impedir de trabalhar).  Meu trabalho era limpar as latrinas, amassar as caixas de sapatos e roupas, recolher alfinetes e broches dos provadores, encerar o piso da seção de louças, aspirar todo o recinto, e limpar os vidros.

Era um trabalho fantástico.  Para mim, era realmente grandioso.  E eu adorava esta minha função porque a considerava extremamente importante.  Afinal, se eu não limpasse bem os banheiros e não repusesse as toalhas e o papel higiênico, os clientes do dia seguinte poderiam se sentir enojados e nunca mais voltariam ali.  Desta forma, eu tinha um papel crucial em garantir a lucratividade daquela loja. 

Em especial, eu adorava o meu colega de trabalho.  Seu nome era Tad.  Tad não era um garoto normal.  Ele possuía algumas deformidades físicas.  Seu rosto tinha um formato bastante esquisito e metade dele era coberto por uma enorme mancha, a qual eu jamais pude identificar o que era.  Ele também tinha dificuldades de locomoção.  Além de ajudá-lo a se locomover de um lado para o outro, eu tinha de selecionar cuidadosamente as tarefas que podia atribuir a ele.  Ele também sofria de retardo mental.  Ele falava de uma forma bem abafada e difícil de ser entendida, o que me obrigava ser extremamente claro em minhas instruções.

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