sábado, 31 de março de 2012

A guerra dos governos contra o dinheiro

URL: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1258


m-pay.jpgComo noticiado há alguns meses, a Itália reduziu o valor máximo permitido para transações em dinheiro vivo de 2.500 euros para 1.000 euros.  A justificativa para a imposição deste limite no valor das transações em dinheiro vivo é o fato de que o perdulário governo italiano está tentando reduzir sua dívida de 1,9 trilhão de euros, e considera que suas medidas antidinheiro são a melhor maneira de se combater a evasão de impostos, cujos "custos" o governo estima em 150 bilhões de euros por ano.  A devassidão da classe política italiana contrasta acentuadamente com a frugalidade dos italianos em geral, que são os consumidores menos endividados da zona do euro, além de estarem entre seus maiores poupadores.  A frequência com que os cidadãos italianos utilizam seus cartões de crédito é extremamente baixa em comparação aos cidadãos das outras nações da zona do euro.  O dinheiro em espécie está tão profundamente arraigado na cultura italiana, que mais de 7,5 milhões de italianos nem sequer possuem contas bancárias.

Na Suécia, a guerra contra o dinheiro também segue acelerada.  Nas cidades suecas, dinheiro vivo não mais é aceito nos ônibus públicos; os bilhetes têm de ser comprados ou antecipadamente ou por meio de uma mensagem de texto via celular.  Várias pequenas empresas recusam dinheiro vivo, e algumas operações bancárias pararam completamente de manusear dinheiro.  Com efeito, em algumas cidades da Suécia não mais é possível utilizar absolutamente nenhum dinheiro em um banco.  Até mesmo as igrejas começaram a facilitar doações eletrônicas de seus fieis instalando leitores eletrônicos de cartões.  Transações em dinheiro vivo representam apenas 3% da economia sueca, ao passo que respondem por 9% da economia da zona do euro e 7% da economia americana.  Um proeminente defensor do movimento antidinheiro é ninguém menos que Björn Ulvaeus, ex-membro do grupo musical ABBA.  O excêntrico pop star, cujo filho já foi assaltado três vezes, acredita que um mundo sem dinheiro vivo traria uma maior segurança para o público.

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