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A tal Lei da Palmada foi aprovada numa comissão especial da Câmara em caráter teminativo. Só irá a plenário se alguém se insurgir e recorrer à Mesa. E o medo de passar por espancador de crianças? Criticar uma estultice como essa já é o bastante para confundir os críticos: “Ah, Reinaldo, então você defende palmadas?” Não! Defendo é que o Estado não se meta desse modo na vida das famílias. Leiam o que informa a VEJA Online. Volto em seguida.
Por Gabriel Castro e Bruno Huberman:
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o projeto da chamada Lei da Palmada, que proíbe castigos físicos a crianças no ambiente familiar. A votação, em caráter terminativo, se deu na comissão especial criada para analisar o texto. A proposta só irá ao plenário da Casa se algum parlamentar fizer um pedido à Mesa Diretora nos próximos dias. Caso contrário, o texto segue direto para o Senado.
A proposta da Lei da Palmada sofreu resistência no Congresso. Alguns deputados argumentavam que a proibição constituía um desrespeito ao direito dos pais. A relatora da proposta, Tereza Surita (PMDB-RR), alterou o texto para permitir a aprovação do projeto. A expressão “castigos corporais” foi substituída por “castigos físicos”. Ao fim, o texto foi aprovado por unanimidade. Os pais que desrespeitarem a norma não devem ir para a cadeia. O texto prevê advertências, tratamento psicológico e a adesão a programas de proteção à família. A denúncia pode ser feita ao Conselho Tutelar, delegado de polícia, Ministério Público ou juiz.
Acordo
A votação ocorreria nesta terça-feira, mas foi adiada por falta de quórum. Segundo informações da Agência Câmara, o texto foi votado depois de um acordo entre a relatora, Teresa Surita (PMDB-RR), a bancada evangélica e a Secretaria dos Direitos Humanos. Havia divergências sobre a substituição da expressão “castigos corporais”, prevista da proposta original, por “agressão física”, como queriam os evangélicos. De acordo com a deputada Liliam Sá (PR-RJ), a bancada evangélica entendeu que a expressão “castigo corporal” interferia na educação dos filhos.
Para a presidente da comissão, deputada Erika Kokay (PT-DF), o texto original não fere a autoridade da família. “Não há na comissão qualquer tipo de dúvida ou qualquer polêmica acerca do sentido do conteúdo do projeto”, afirma a deputada. “O que há na Casa são alguns segmentos que acham que esse projeto pode ferir a autoridade da família. Nós queremos convencê-los de que não.” A relatora avaliou que as expressões são muito próximas, mas ela optou no final por “castigo físico”. “Quando se fala castigo físico fica mais pedagógico”, disse.
Voltei
Vocês repararam como o Brasil está se tornando um país engraçado? Quando se conclui que há armas em excesso no país, tenta-se fazer uma lei para proibir A VENDA LEGAL DE ARMAS!!! Quando querem proteger as criancinhas, DECIDEM PROTEGÊ-LAS DOS PRÓPRIOS PAIS. E olhem que não faltam crianças abandonadas nas ruas, sujeitas a todas as violências. O Estatuto da Criança e do Adolescente já serve pra proteger a criança da violência doméstica. Eu não defendo palmada, é evidente! Mas palmada não é espancamento. A rigor, as famílias modernas tendem a ser é permissivas demais. Amanhã, alguém pode achar desumano que os pais, como castigo, proíbam a criança de sair do seu quarto porque, sei lá, ela resolveu fazer cocô na sala de visitas.
Ainda volto a essa história.
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