segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vocês verão o que virá por aí… “O Islã terá de ser parte da Constituição”

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Por Lourival Sant’Anna, no Estadão:
O xeque Ali Salabi foi uma espécie de líder espiritual da revolução líbia. Em entrevista ao Estado, ele defende a moderação e o pluralismo. Ontem, em mais um sinal das tensões entre seculares e religiosos, Ismail Salabi, irmão mais novo - e mais radical - do xeque e comandante da Brigada 17 de Fevereiro, de Benghazi, exigiu a renúncia de todos os membros do Conselho Nacional de Transição (CNT), chamando-os de “restos do antigo regime”.

Ali Salabi, um dos responsáveis pelo apoio do Catar, que forneceu armas à brigada de seu irmão e a outros comandantes rebeldes, nega que haja disputa de poder entre moderados e radicais, mas também acusa os seculares de prejudicar a imagem dos religiosos.

Depois de passar quatro anos na prisão de Abu Salim, entre 1984 e 1988, Ali Salabi se exilou em diversos países, até instalar-se no Catar, de onde voltou durante o levante líbio, este ano. Em 2005, Salabi aceitou convite de Saif al-Islam, filho de Muamar Kadafi, para conduzir negociações que levaram centenas de militantes islâmicos a serem soltos de Abu Salim.

Em fevereiro, Saif pediu de novo ajuda do clérigo, para conter o levante. Ele recusou. E passou a incentivar a rebelião com discursos e decretos religiosos. Boa parte do clero o seguiu. Sem essa legitimação religiosa, muitos líbios não teriam participado porque o Alcorão ensina que os governantes são escolhidos por Deus e os muçulmanos não devem lutar entre si.

O senhor tem dito que a Turquia e a Malásia são exemplos a seguir pela Líbia. Como?
Nos últimos 20 anos, a Malásia deu um grande salto de desenvolvimento. A Turquia sob o atual governo também é um exemplo de sucesso. Estamos abertos às experiências desses países e de outros.

O que o senhor almeja para a “nova Líbia”?
Democracia, justiça, liberdade, direitos humanos.

Que tipo de Constituição e governo a Líbia deve ter?
No início da revolução, um grupo do qual participei fez um esboço de Constituição, que foi usado na redação final feita pelo CNT. Ela tem base numa sociedade civil forte e no respeito à escolha popular por meio das urnas.

Que papel o Islã deve desempenhar?
O Islã é parte da cultura dos líbios. Foi o combustível dessa revolução que levou o povo a resistir contra a injustiça e a ditadura. O povo acredita que Deus ama a justiça e a igualdade. O Islã terá sempre de ser parte da Constituição. Aqui

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