sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Licença-paternidade poderá aumentar de cinco para dez dias

Licença-paternidade poderá aumentar de cinco para dez dias
Gilberto Nascimento
Vieira da Cunha quer garantir apoio para o recém-nascido e a mãe nos
primeiros dias. A Câmara analisa o Projeto de Lei 2141/07, do deputado
Vieira da Cunha (PDT-RS), que aumenta o período da licença-paternidade
de cinco para dez dias, passando a contar a partir do primeiro dia útil
depois do nascimento do filho. O deputado ressalta que a
licença-paternidade tem impacto positivo sobre o bem-estar da mãe e da
criança recém-nascida.

O projeto regulamenta o artigo 7° da Constituição, que trata dos
direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. O prazo atual da
licença-paternidade é estabelecido pelo Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias (ADCT).

Tramitação
A proposta tramita em conjunto com o PL 6222/05, do Senado, que aumenta
o prazo do estágio de convivência para adoção internacional. Os
projetos tramitam em regime de prioridade e serão analisados em
Plenário. O PL 6222/05 já foi aprovado por uma comissão especial.

Íntegra da proposta:
- PL-2141/2007

Notícias anteriores:
PEC dá estabilidade ao pai durante gravidez da esposa
Admitida PEC que estende licença a pais adotivos

Reportagem - Adriana Resende/PT
Colaboração - Soraya Utsumi
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http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=116893


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Sonic Youth - "Paper Cup Exit" (Sonic Nurse - 2004)

Salário poderá ser penhorável em até um terço

Salário poderá ser penhorável em até um terço
J.Batista
Guimarães Filho aponta inadimplência deliberada
O Projeto de Lei 2139/07, do deputado Marcelo Guimarães Filho
(PMDB-BA), torna penhorável até 1/3 dos vencimentos, subsídios, soldos,
salários, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e
demais quantias recebidas por devedores. O projeto altera o Código de
Processo Civil (Lei 5.869/73).

Segundo o autor do projeto, a impenhorabilidade da integralidade dos
vencimentos "tem sido motivo de deliberada inadimplência de obrigações
contraídas de forma legítima, em detrimento da boa-fé do credor". O
deputado destaca que, em muitos casos, o credor não tem outro meio de
receber seu crédito senão pela penhora de parte dessa verba.

"É inconcebível que, a pretexto de se tratar de salário, vencimentos ou
subsídios, o devedor possa, na falta de outro bem passível de penhora,
esquivar-se do pagamento de obrigações deliberadamente contraídas em
seu proveito", diz o parlamentar.

Marcelo Guimarães Filho ressalta ainda que milhares de processos de
execução judicial estão paralisados em todo o País pela impossibilidade
de indicação de outros bens à penhora. Para ele, alguns devedores,
inclusive, enriquecem ilicitamente à custa do prejuízo alheio.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-2139/2007

Notícias anteriores:
Penhora de ativos de devedores pode ser limitada a 10%

Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Pierre Triboli --
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Projeto permite nomes de pessoas vivas a logradouros

Projeto permite nomes de pessoas vivas a logradouros
Gilberto Nascimento
Sueli: importância de homenagear brasileiros que prestam relevantes
serviços à Nação. O Projeto de Lei 2140/07, da deputada Sueli Vidigal
(PDT-ES), permite a atribuição de nomes de pessoas vivas a logradouros,
obras, serviços e monumentos públicos. De acordo com a proposta, será
proibida a inscrição dos nomes de autoridades ou administradores em
placas indicadoras de obras ou em veículos de propriedade ou a serviço
da administração pública direta ou indireta. Essa proibição também será
válida para entidades que recebam subvenções ou auxílio dos cofres
públicos federais.

A autora ressalta a importância de homenagear brasileiros que prestam
relevantes serviços à Nação. Segundo ela, o reconhecimento tem por
objetivo não só alcançar o homenageado, como também "estimular os
outros brasileiros a buscarem seus ideais executando ações nas
diferentes atividades da vida cotidiana".

Segundo ela, "é fundamental que essa honraria aconteça em vida, pois só
assim poderemos celebrar com o homenageado a sua distinção e demonstrar
o reconhecimento público pela sua obra".

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de
Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-2140/2007

Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - João Pitella Junior --
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Proposta cria política para construção de moradia popular

Proposta cria política para construção de moradia popular
J. Batista
Mão Branca: "Uma casa sem reboco, sem pintura, 'feia', incomoda seus
moradores. Ninguém quer ser referência negativa." A Câmara analisa o
Projeto de Lei 2165/07, do deputado Edigar Mão Branca (PV-BA), que
estabelece a Política Nacional de Reforma ou Construção de Habitações
de Interesse Social. A proposta pretende atender famílias com renda
mensal de até três salários mínimos que não tenham moradia própria ou
que necessitem de recursos para reforma e conclusão das habitações.

O projeto propõe como instrumentos de ação a criação de planos de
gestão integrada da política nacional de reforma e construção de
habitação de interesse social, e de inventários e diagnósticos de
habitações populares, juntamente com instrumentos já existentes, como
os planos diretores dos municípios.

As ações, pela proposta, serão implementadas pelo Sistema Nacional de
Habitação de Interesse Social (SNHIS) e pelo Fundo Nacional de
Habitação de Interesse Social (FNHIS), criados pela Lei 11.124/05.

Saúde e meio ambiente
Entre as diretrizes da política estão a preocupação com a saúde pública
e com a qualidade do meio ambiente. Para isso, o projeto propõe o uso
de tecnologias que minimizem o impacto ambiental, como a adoção de
matérias-primas e insumos reciclados e a reutilização e tratamento de
resíduos sólidos.

O projeto também cuida do aspecto estético das moradias. Um dos artigos
prevê uma articulação entre as várias esferas do poder público para a
recuperação de moradias degradadas e assistência técnica visando o
reboco e a pintura das habitações de interesse social.

Reboco e pintura
Mão Branca lembra que a questão estética é fundamental quando se trata
de morar bem. "Uma casa sem reboco, sem pintura, 'feia', incomoda seus
moradores. Ninguém quer ser referência negativa - todo mundo gosta de
apresentar aos visitantes uma casa limpa, bonita. Não é preciso luxo,
mas que seja bonita", argumenta.

O projeto prevê linhas de financiamento para a reforma ou construção de
habitações de interesse social; para pesquisas voltadas ao
desenvolvimento de tecnologias de barateamento de custo e menor impacto
ambiental; além de recursos específicos para o reboco e pintura das
habitações.

Tramitação
Sujeito à análise em caráter conclusivo, o projeto deverá ser examinado
pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação; e
de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-2165/2007

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Projeto prevê moradia para quem ganha até cinco salários
Câmara aprova assistência gratuita a construção de moradia
Pobres podem ter prioridade em programas habitacionais

Reportagem - Roberto Seabra
Edição - Renata Tôrres
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Projeto proíbe saques com cartão corporativo do governo

Projeto proíbe saques com cartão corporativo do governo
Laycer Tomaz
Duarte Nogueira: gastos preocupantes
O Projeto de Lei 2234/07, do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), proíbe
saques em dinheiro com cartões corporativos na administração pública e
exige que sejam apresentadas as notas fiscais para comprovar as compras
realizadas. Para o deputado, é notório e preocupante o extraordinário
aumento das despesas pagas com o cartão corporativo nos últimos anos.

Os gastos com cartões corporativos do governo federal somaram R$ 75,6
milhões em 2007 - mais que o dobro que no ano anterior (R$ 33 milhões).
Do montante gasto por ministros e servidores com cartões, mais da
metade (R$ 45 milhões) foi sacada em dinheiro.

Controladoria
Duarte Nogueira lembra que a preocupação com esses gastos chegou à
Controladoria-Geral da República (CGU), que acabou limitando os saques
em dinheiro feitos pelos funcionários públicos federais com os cartões
corporativos. No ano passado, lembra o deputado, a CGU já havia
recomendado "preferência pela compra direta mediante faturamento e a
limitação dos saques em dinheiro para os casos em que isso seja
inviável".

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-2234/2007

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Seminário propõe ações para controle de gastos públicos

Reportagem - Vania Alves
Edição - João Pitella Junior --
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Sonic Youth - "Paper Cup Exit" (Sonic Nurse - 2004)

Fw: Senado vai divulgar verba indenizatória

URL: http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=20857

Eduardo Militão

Com um atraso de sete anos, o Senado vai permitir à população
acompanhar seus gastos com a verba indenizatória. O benefício, de R$ 15
mil por mês, garante aos senadores o direito de serem ressarcidos em
despesas como locomoção, hospedagem, combustíveis, divulgação e
consultorias. A Câmara já divulga em sua página na internet a prestação
de contas feita por deputados.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), e o
diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, adiantaram ao Congresso em Foco
que a divulgação dos gastos na internet começará neste mês. "Agora vai
sair", afirmou Garibaldi.

"Durante o mês de janeiro, que é um mês mais tranqüilo, nós simulamos.
Alimentamos [a página com os dados] e fizemos testes. A partir de
fevereiro, vamos alimentar e divulgar os dados", informou Agaciel, sem
precisar o dia em que os dados estarão no ar.

Segundo o diretor do Senado, as informações sobre assiduidade – que
também não estão disponíveis ao público – serão publicadas pela
Secretaria Geral da Mesa no Diário do Senado. O Diário do Senado é
reproduzido na internet, mas com certo atraso, que chega a ser de 20
dias. No ano passado, o Congresso em Foco fez um levantamento inédito
dessas faltas, observando, nos diários, os nomes dos senadores que
faltavam nas listas de presença e não estavam licenciados.

A decisão de publicar os gastos com a verba indenizatória foi tomada
ano passado pela Mesa Diretora ainda na gestão interina do petista Tião
Viana (AC), que assumiu o comando da Casa enquanto o então presidente,
Renan Calheiros (PMDB-AL), esteve licenciado do cargo após ser alvo de
uma série de denúncias.

Questionamentos

A promessa de transparência não agrada a todos os parlamentares. "Tinha
uma reação porque a mídia usa esses dados para fazer questionamentos",
lembra João Vicente Claudino (PTB-PI), suplente de uma das secretarias
da Mesa e defensor da publicidade dos gastos.

A Câmara tem um histórico de transparência maior com a sociedade. Em
sua página na internet, encontram-se todos os gastos dos deputados com
a verba indenizatória, a relação de suas viagens em missão oficial, o
número de sessões deliberativas em que estavam no exercício do mandato
e suas faltas no período – justificadas ou não. A atual legislatura
gastou R$ 78,5 milhões só com verba indenizatória na Câmara, conforme
noticiou o Congresso em Foco.

Para Claudino, muitas vezes a mídia usa esses recursos para "denegrir a
imagem da Câmara". "Agora, isso vai ser usado na mesma intensidade no
Senado", avalia o senador.


Duas namoradas

O senador Almeida Lima (PMDB-SE) é outro defensor da publicidade dos
gastos com verba indenizatória. "Se me dissessem para abrir o sigilo
bancário do político, eu diria: 'concordo'. Se for para abrir o sigilo
fiscal, concordo. Se for para abrir o telefônico, também não discordo.
Só vai criar dificuldade para quem é solteiro, pois o cara pode ter
duas namoradas ou três, não sei", ironizou o parlamentar.

Para o peemedebista, a transparência deve ser total também para o
Executivo e o Judiciário, incluídos aí os gastos com cartões
corporativos – que superaram R$ 75 milhões no ano passado. Assim como
Claudino, ele acredita que a verba indenizatória é muito útil ao
exercício parlamentar. Segundo ele, a divulgação dos dados não
atrapalha em nada a atuação do parlamentar. "As pessoas precisam deixar
de ser hipócritas. As pessoas devem ficar com medo é da safadeza",
avaliou Almeida Lima.

Consultoria

Para Claudino, uma das grandes vantagens da verba indenizatória está na
possibilidade de contratação de consultorias, na qual ele diz aplicar
40% de sua verba. Embora o Senado tenha numeroso quadro de consultores
legislativos, o senador piauiense afirma que se vale da contratação de
profissionais especializados para fazer projetos de saneamento e meio
ambiente em comunidades e pequenas prefeituras do Piauí.

Ao contrário do que dizem os críticos da verba, não seria possível
substituir esse tipo de despesa pela Consultoria do Senado, ressaltou.
"A Consultoria do Senado é parlamentar", lembrou o piauiense. "O Senado
não faz pesquisas. Como você vai saber a opinião pública sobre a
redução da maioridade penal?", concordou Almeida Lima.

Claudino ainda acha válido o ressarcimento de despesas com escritórios
políticos. Este ano, ele vai abrir mais quatro unidades no interior do
Piauí. "O estado é muito grande. São 52 mil quilômetros quadrados. Só
perde em extensão para a Bahia e o Maranhão. Eu preciso de apoio
técnico", comentou.

Polêmica

A verba indenizatória foi criada em 2001 na Câmara e no Senado. À
época, era de R$ 12 mil por mês. Hoje ela é de R$ 15 mil. Em 2006, após
o surgimento de denúncias de uso de notas frias por parte de deputados,
os gastos com combustíveis foram limitados a 30% de toda a verba. O
valor não utilizado num mês se acumula para o próximo dentro de cada
semestre.

Em junho do ano passado, uma decisão liminar da juíza Mônica Sifuentes,
da 3ª Vara da Justiça Federal de Brasília, conseguiu suspender a verba
indenizatória provisoriamente. Ela argumentou que os ressarcimentos aos
deputados e aos senadores – que também têm o benefício, embora não o
divulguem – eram indevidos porque já estariam contemplados com outras
prerrogativas dos congressistas.

"A verba em comento não violaria apenas o art. 39, §4º, da CF/88, mas
também, e essencialmente, o princípio da moralidade administrativa",
disse a juíza, à época. Dias depois, a decisão de Mônica foi suspensa
pelo Tribunal Regional da 1ª Região.

LEIA TAMBÉM

Câmara gastou R$ 78,5 milhões com verba indenizatória

A assiduidade no Senado em 2007

A assiduidade dos deputados federais em 2007

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Fw: Ministra gastou R$ 120 mil com aluguel de carros em 2007 - Globo

URL:
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL282843-5601,00-MINISTRA+GASTOU+R+MIL+COM+ALUGUEL+DE+CARROS+EM.html


Ministra gastou R$ 120 mil com aluguel de carros em 2007
Globo - 28 minutos atrás
A despesa com o aluguel de carros, paga com o cartão corporativo da
ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial, foi de quase R$ 120 mil
somente em 2007. O valor representa 70% de tudo o que a ministra gastou
com o cartão no ano passado. ... Matilde gastou R$ 175 mil só em
aluguel de carros Bem Parana Governo espera em vão gesto de Matilde
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