sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Maioria das vítimas de latrocínio reagiu contra criminosos

URL: http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/cotidiano/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u499823.shtml


O empresário Joenilson Xavier Mendes, 46, proprietário do restaurante Konstanz, em Moema (zona oeste de SP), tentou agredir a cadeiradas um dos ladrões que entraram no seu estabelecimento para roubá-lo. Acabou morto com três tiros. Assim como o empresário, morto em maio de 2008, a maioria das mortes durante os roubos em São Paulo e na Grande SP ocorreu porque as vítimas tentaram resistir. Essa é uma das conclusões do levantamento feito pela Folha em 80 boletins de latrocínio (roubo com morte) em 2008, de um total de 123. Dos 56 casos em que os policiais conseguiram testemunhas para descrever o desfecho trágico, em 42 deles (75%) a vítima reagiu de forma violenta. O latrocínio foi um dos crimes que mais cresceram no ano passado, segundo as estatísticas divulgadas pela Secretaria da Segurança. Passou de 82, em 2007, para 123 casos --crescimento de 50%. A reportagem não computa nessa lista de resistência outros quatro casos em que a ação da vítima não foi violenta. Foi o caso, por exemplo, da ginecologista Nadir Oyakawa, 53, que morreu baleada porque, cercada por bandidos armados, resolveu buzinar seu veículo para chamar a atenção de parentes. Nos 24 boletins sem informações precisas, a polícia também acredita ter havido alguma reação --violenta ou não. As reações não-violentas, como no caso de Nadir, podem ser desde um movimento brusco, uma frase mal colocada ou uma tentativa de fugir com o objeto pretendido pelo ladrão. Um exemplo disso foi o assassinato do aposentado Luiz Carlos Amigo, 54, de São Caetano do Sul (Grande SP), em 5 de dezembro. Leia mais (06/02/2009 - 09h24)

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